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Conheça

Romanna Giulia Ceccon Leandro Remor Marcelino, 36 anos, é casada e mãe da pequena Martina. Além de esposa e mãe,  professora universitária e deputada federal, Romanna é uma mulher consciente de seus deveres, sensível ao mundo à sua volta e decidida a fazer a sua parte para que a política possa reencontrar o caminho da dignidade e do bem comum.

(Veja também “O Que Se Diz…” sobre a vereadora Romanna)

OS PRIMEIROS ANOS

Nascida no Hospital São José, em Criciúma, no dia 18 de fevereiro de 1975, Romanna Remor é uma típica filha da terra. Seu pai, João Rogério Remor, era funcionário da Companhia de Eletrificação Rural de Santa Catarina e sua mãe, Julia Remor, é professora aposentada da rede estadual.

orfanatoPassou os dois primeiros anos de sua vida em Orleans. “Tenho lembranças marcantes da minha infância naquela cidade, pois mesmo depois de mudarmos para Criciúma, era lá que eu e meus irmãos passávamos muitos fins de semana, para visitar minha avó. A gente ia pescar com o meu pai no Rio Laranjeiras, tomar banho de rio com primos e vizinhos e, ao entardecer, meu pai nos reunia à sua volta para cantar óperas italianas”.

Em Orleans, há muitos lugares que trazem doces lembranças para Romanna e para sua família. Sua casa no Barro Vermelho; o Jardim de Infância onde estudou quando criança; o Seminário, onde sua mãe, Dona Júlia, lecionou por muitos anos; a Rua Barão do Rio Branco, onde ainda moram muitos de seus parentes; o morro da Santinha, nos fundos de sua casa…

Um outro lugar que marcou sua infância foi a cidade de Urussanga, onde viveram pelo período em que sua mãe lecionou na Escola Barão do Rio Branco. Foi um período difícil de suas vidas: sem dinheiro, chegaram sem conhecer ninguém e sem ter onde morar. Quando soube da difícil situação da família, o Padre Agenor acolheu Romanna e sua irmã na sua instituição, chamada Paraíso da Criança, que na época funcionava como um orfanato. Como ele, outras tantas pessoas solidárias colaboraram. Dentre estas, um senhor que cedeu à família o andar superior de seu sobrado, em frente ao chafariz da Praça. Romanna relembra com carinho: “Foi uma época difícil para nossa família e especialmente difícil para minha mãe que, para conseguir dar aula nos três turnos, teve que nos deixar com o Padre Agenor. Assim como ele, outras tantas pessoas nos ajudaram a superar essa fase difícil. Por isso, Urussanga ocupa um lugar especial na minha vida”.

Assista abaixo um breve vídeo, gravado durante a campanha de 2010, no qual Romanna relembra momentos do período em que viveu em Urussanga:

A irmã Giulianna, o pai Rogério e a pequena Romanna

A irmã Giulianna, o pai Rogério e a pequena Romanna

Ainda na infância, Romanna passou por um momento muito difícil - a morte de seu pai em acidente automobilístico no antigo trevo da Vila Nova, na BR 101. Além da inestimável perda, as responsabilidades de todos aumentaram – enquanto a mãe tinha agora que prover sozinha o sustento da família, Romanna e a irmã dividiam as tarefas da casa e cuidavam de seu irmão mais novo.

Já de volta a Criciúma, Romanna viveu a infância e adolescência brincando com seus irmãos entre o Conjunto Eldorado e a praça Domênico Sônego, nos arredores da antiga fábrica da Cesaca, onde sua mãe reside até hoje.

Romanna aprendeu a ler e escrever na Escola Básica Professor Lapagesse e concluiu seus estudos no Colégio Marista, onde, em 1983, ganhou a medalha de “Aluna Destaque” do colégio pelo seu desempenho escolar: “Estudar, para mim, era a melhor diversão; os livros, meus amigos queridos; a escola, a minha segunda casa. A educação foi sempre a prioridade número 1 da minha família. Minha mãe abriu mão de roupas, móveis, carro, e qualquer outro tipo de conforto para que pudéssemos estudar”.

Aos oito anos de idade Romanna é batizada em A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, e por intermédio da Igreja ganha bolsa de estudos para estudar piano. Com os missionários americanos da Igreja que serviram missão em Criciúma, começa a aprender Inglês, e aos 13 anos já dava aulas no CCAA – Centro de Cultura Anglo Americana, onde também aprofundou os estudos da língua. Lecionou inglês ainda na Wizard Idiomas.

Dois aspectos marcaram a pré-adolescência de Romanna: os esportes e a atividade voluntária. Apesar da pouca altura, jogava basquete pelo time do colégio e chegou a ser convidada a treinar pela seleção municipal. Enquanto isso, ao ingressar na Organização das Moças de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, aos 12 anos de idade, tomou contato e incorporou ao seu dia a dia a prática de ações de voluntariado. A Igreja também lhe trouxe a oportunidade de dar aula, durante alguns anos, para jovens de 12 a 30 anos, nas classes do Seminário e Instituto de Religião onde se estudava o Velho e Novo Testamentos.

DESDE CEDO, A VOCAÇÃO PELA POLÍTICA

Ainda muito jovem, Romanna já demonstrava inclinação pelas questões sociais e de interesse público: “Desde os 12, 13 anos de idade eu já gostava de participar das atividades cívicas da escola. Meus temas de redação eram sempre sobre cidadania, civismo, diferenças sociais, etc … Eu queria entender porque nos muros das casas estava escrito ‘Diretas Já’, ´Greve Geral’ ou ´Fora Sarney’. Desde aquela época, sem me dar conta, já me interessava por temas políticos. Mas foi na Universidade que confirmei minha verdadeira vocação para a política. Antes de trancar a faculdade de Direito por falta de recursos, tive uma matéria de Ciência Política. Ali tive a certeza de que, se um dia pudesse voltar a fazer faculdade, iria estudar Ciência Política.”

EM BUSCA DA FORMAÇÃO ACADÊMICA

Depois do vestibular, Romanna começa a cursar Direito na Unisul, em Tubarão. Assim como tantos outros alunos, trabalhava durante o dia, como professora de Inglês e piano, e estudava à noite. Mas no terceiro ano do curso, as dificuldades financeiras da família a levaram a trancar a matrícula.

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Com a faculdade trancada, a jovem Romanna continuou a dar aulas de inglês, química, física e matemática. Nesta época se inscreveu a uma bolsa de estudos destinada a alunos destacados no 2° Grau em países subdesenvolvidos, para um curso de informática de 1 mês em uma universidade americana. Sequer sua família acreditava que ela pudesse ser contemplada. Mas suas notas e desempenho escolar fizeram com que, dentre candidatos de todo o Brasil, Romanna fosse uma das duas bolsistas escolhidas para o programa. Após o curto período nos Estados Unidos, Romanna manteve contato com a universidade americana, pois havia um objetivo maior a alcançar em sua formação acadêmica: realizar o sonho de estudar ciência política e graduar-se naquela mesma universidade, algo aparentemente tão distante para alguém que sequer conseguira levar os estudos adiante no Brasil por carência de recursos.
Para pagar os estudos, Romanna trabalhou como caixa na lanchonete da universidade

Romanna trabalhou na lanchonete da Universidade para pagar os estudos

Mas como diz a própria Romanna, “quando a gente tem um sonho, luta e corre atrás, as coisas acontecem. Na minha vida, nada foi fácil, mas tudo sempre se mostrou possível. E é isso o que importa”. Depois de longos meses aguardando uma resposta da universidade ao novo pedido de bolsa que fizera – desta vez para a graduação em Relações Internacionais, com ênfase em Ciência Política -, num belo dia o carteiro a quem Romanna diariamente perguntava sobre alguma correspondência vinda do exterior, a avistou jogando basquete na quadra do bairro onde morava e lhe acenou de longe mostrando que a carta tão aguardada chegara. Romanna tinha sido aceita para ingressar na Brigham Young University (uma das maiores universidades privadas dos  Estados Unidos).

Ao longo de sua estada na universidade americana, Romanna conseguiu ser contemplada com 6 bolsas de estudos, tendo sido assistente de pesquisa do Departamento de Ciência Política e chegando a jogar no time de futebol da Universidade. Mas para complementar as bolsas de auxílio financeiro, também trabalhou como caixa na lanchonete da Universidade.

No inverno, o frio de -16ºC no estado de Utah castigava os estudantes oriundos de países com clima tropical. “No mais frio deles, adoeci seriamente. Depois de quase um ano dormindo muito pouco e me alimentando mal, acabei com 42 quilos, pneumonia dupla, anemia profunda e uma infecção viral. A contagem de glóbulos brancos tinha caído para 1.700, mas naquele ritmo louco nem percebi que estava adoecendo. Só me dei conta quando um dia, depois de trabalhar por algumas horas na lanchonete, acordei no hospital. O médico, assustado com o meu quadro e com o fato de estar ali sozinha, sem nenhum familiar, determinou que eu retornasse ao Brasil assim que estivesse minimamente recuperada, pois não se responsabilizaria por qualquer coisa que viesse a me acontecer.”

No entanto, preocupada em levar seu objetivo até o fim, Romanna sequer considerou abandonar o curso. Em poucos dias, ainda debilitada, voltou à universidade, preocupada em não perder aulas porque havia se inscrito para uma bolsa de estudos na Itália cujos critérios para seleção eram boas notas e desempenho acadêmico diferenciado.

Romanna visita ruínas da erupção do Vesúvio (Pompéia/Itália)

Romanna visita ruínas da erupção do Vesúvio (Pompéia/Itália)

“Foi um período muito difícil. Para resumir, consegui reagir e oito dias depois já estava de volta ao trabalho e à Universidade. Consegui a bolsa de estudos do Programa Study Abroad e em 1997 fui estudar arte medieval e renascentista na Itália, onde passei três meses”, relembra Romanna.

Em 1998, em uma temporada de férias no Brasil, Romanna lecionou italiano no Centro di Cultura Italiana, em Orleans, o que contou como estágio para o curso de Letras-Italiano que também iniciou na Brigham Young University.

Em 1999, foi convidada pelo Departamento de Ciência Política da Universidade americana para participar de um estudo sobre a estrutura político-partidária brasileira. ”Antes de retornar aos Estados Unidos, e com o resultado da pesquisa em mãos, achei que já conhecia um pouco da ideologia dos principais partidos brasileiros. O suficiente para me filiar a um deles. Escolhi o Democratas, na época Partido da Frente Liberal (PFL), porque defendia a Reforma Política como urgente e prioritária para o enfrentamento de problemas crônicos do Brasil, pensamento do qual comungava“.

Ao retornar aos Estados Unidos, Romanna fez estágio na Embaixada Brasileira em Washington, onde trabalhou com dois diplomatas e um economista nos Departamentos de Comércio Exterior e de Política Agrícola.

Clique na imagem para acessar o artigo

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Ao completar o curso de Relações Internacionais, Romanna imediatamente ingressou no Mestrado em Administração Pública na Marriott School of Management, concluído pouco tempo depois. Confira, no link ao lado, artigo publicado em revista americana, do qual Romanna foi co-autora com o Prof. Dr. Donald Adolphson, sobre  gestão municipal e políticas públicas nos moldes do Capitalismo Natural.


O SONHO DA POLÍTICA

Em 2000, o sonho de menina começou a se realizar quando foi convidada a participar da convenção do seu partido para ser candidata a Prefeita de Criciúma. Romanna, até então uma absoluta desconhecida da população, iniciou a campanha eleitoral com menos de 1% nas pesquisas, amargando um obscuro 5º lugar.

Com o desenrolar da campanha e o contato com as pessoas nas ruas, seus índices subiam a cada nova pesquisa divulgada (3,5%… 7,8%… 12,3%… 17%…). Faltando uma semana para a eleição, ela já aparecia em 2º lugar, com 23,1% da preferência do eleitorado. No entanto, com poucos candidatos a vereador e um partido desestruturado, sua candidatura não resistiu ao movimento de voto útil da última semana de campanha:

“Não me elegi, mas foi uma grande vitória ter participado dignamente; com a cara, a coragem e um fusca”.

Em 2002, como candidata a Deputada Federal pela região sul de Santa Catarina, surpreendeu muitos políticos experientes ao totalizar mais de 56.000 votos e figurar entre os 20 candidatos mais votados do Estado (são 16 vagas). Romanna foi ainda a candidata a Deputada mais votada no conjunto de 11 municípios da região carbonífera; sua votação no Sul de Santa Catarina (50.580 votos) foi a maior obtida por um candidato proporcional do Democratas/PFL em toda a história.

Em 2004, embora obtendo índices bastante elevados nas pesquisas eleitorais que antecederam a Convenção, o Partido decidiu indicá-la como candidata a Vice-Prefeita em chapa encabeçada por Altair Guidi. Mais uma vez, o significado de sua participação foi além do resultado das urnas: “Quando a gente sabe que está no rumo certo, a caminhada em si já é uma recompensa. Não desisti. Faço política por convicção e sabia que meu dia chegaria”.

Clique na imagem para acessar a coluna

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Em 2008, passados 8 anos da sua primeira participação no processo eleitoral, Romanna se elege Vereadora com a 2ª maior votação do pleito (3.034 votos) e uma das 5 maiores da história de Criciúma. Uma campanha modesta e criativa, o carinho e a colaboração voluntária de amigos e desconhecidos, e o corpo-a-corpo compuseram novamente a fórmula de mais um resultado eleitoral surpreendente.

Conheça abaixo o primeiro comercial da campanha:

E clique abaixo para conhecer o  jingle (versão piano e cordas) que também traduz a essência desta bela vitória.


A ROMANNA PROFESSORA, PESQUISADORA E CONSULTORA

Romanna foi professora no curso de Administração das Faculdades Associadas de Santa Catarina – FASC (Faculdades Energia) entre 2003 e 2010, lecionando as disciplinas Geografia Econômica Regional, Mercados Regionais e Mercado de Capitais. “A sala de aula é um dos melhores lugares do mundo para se estar. Amo aprender, como aluna e como professora”, atesta ela.

Além de professora, Romanna atuou como consultora na área de estratégia e gestão tendo, entre outros projetos de relevância, conduzido processos de Planejamento Estratégico para a Confederação Nacional dos Transportes – CNT e o Sistema SEST/SENAT e para  15 Unidades de Pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia, entre os quais o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, o Observatório Nacional, o Museu de Astronomia e o Laboratório Nacional de Computação Científica.

Romanna atuou também como coordenadora de projetos junto à Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos, uma fundação de pesquisas ligada à UnB – Universidade de Brasília,

“Os últimos anos tem sido de muito crescimento profissional. Dentre as experiências mais gratificantes, coordenei um projeto integrado para elaboração de planos diretores de sete municípios da nossa região. Foi uma oportunidade ímpar, pois me permitiu aplicar tudo que aprendi ao longo desses anos na nossa região. Além do mais, acredito firmemente que só o planejamento de longo prazo poderá mudar a administração pública no nosso país, a começar por nossas cidades. Espero que o trabalho feito possa ensejar a semente de um planejamento em âmbito regional. É este o meu sonho e sei que poderá fazer a diferença no crescimento planejado e desenvolvimento sustentável da nossa região nos próximos 15, 20 anos”, avalia Romanna.

ROMANNA EM FAMÍLIA

Romanna é casada com o administrador e consultor Gileno S. Marcelino, com quem teve a pequena Martina, hoje com 5 anos. Luana, sua enteada, tem 13 anos de idade.

“Adoro o que faço: ser professora; fazer política por convicção; viajar e participar de cursos, seminários e congressos; atuar como consultora; e, para completar, servir como voluntária. Tudo isso me enche a alma. Mas não há nada que eu goste mais do que estar com a minha família. Minha mãe, meus irmãos e, de certa forma, mesmo meu falecido pai, sempre participaram dos momentos decisivos da minha vida. Não é diferente agora com meu marido e filha. São minha fonte inesgotável de inspiração, conforto e alegria genuína”.

*No Dia das Mães em 2009, Romanna convidou as mães a escreverem sobre esta dádiva divina. O resultado foi surpreendente. Confira!

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