Sábado de céu azul encerra a semana

4 07 2009

Postado por: Romanna Remor – 04 de julho de 2009 – 11h17

Nossa, que dia lindo. Não há sequer uma nuvem no céu e esse solzinho maravilhoso traz um conforto inigualável. Contrastando com a plástica do sábado frio e ensolarado, acordei com o rosto amassado, olhos inchados, e cabelo rebelde. Realmente há dias em que o espelho não é amigo… faz-nos não reconhecermo-nos (não tem a ver com estética, mas harmonia). Contudo, a desarmonia de hoje é só externa. Estou me sentindo muito bem, como sinto-me quase todos os dias. Adoro acordar e abrir a varanda do quarto para olhar a cidade despertando; adoro, logo depois,  afagar minha filha sapeca e ouvir suas histórias sobre os sonhos que teve e as brincadeiras e planos para o dia; em seguida, o desjejum e logo depois um chazinho. Só então, já revigorada, começo o dia oficialmente.

Bem, preciso registar algumas coisas importantes da semana que hoje se encerra. 

Julio Colombo, da FAMCRI

Julio Colombo / FAMCRI

Na segunda-feira estive reunida com o presidente da Fundação de Meio Ambiente, Julio Colombo, para ouví-lo sobre as proposições legislativas de minha autoria voltadas à proteção animal. Não protocolei-as ainda na Câmara porque quero exaurir o debate sobre os temas. Na quinta-feira encaminhei cópias das proposições aos membros do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente, pedindo que fizessem uma análise acompanhada de sugestões. Creio que já ouvi a todos diretamente interessados no tema, permitindo também que, através desse Diário, qualquer um pudesse mandar sua opinião. Resta-me aguardar o feedback dos conselheiros, a partir do que estarei legitimada a protocolá-los.

Ah, vale dizer que fiz uma visita ao Circo Bremer, junto com a Fernanda, e assisti a um espetáculo inteiro. Antes do seu início, visitei os animais nas suas acomodações e conversei com um dos proprietários. Realmente parece que os animais são bem-tratados. Mas quando falamos em bem-estar animal, endereçamos questões que vão além da boa alimentação e cuidados. Endereçamos, por exemplo, sua natureza, habitat natural, exposição pública, condicionamento e comportamento incompatível com sua natureza.

Pix_Bremer_3Adorei quase todas as apresentações. E fiquei bem impressionada com a qualidade dos artistas – desde os palhaços (que arrancaram muitas e boas gargalhadas da Fernanda) até trapezistas e motoqueiros do Globo da Morte. Emocionante assistir diferentes gerações alternarem-se no palco: filhos, irmãos, sobrinhos, pais, amigos. Relembrei como o espetáculo circense é mágico e consegue resgatar a criança que há (ou deveria haver) em todos e cada um. Ao final, eis minha conclusão: a atividade circense é essencialmente cultural, saudável, bela. Deve ser apoiada, valorizada e estimulada. Porém, não precisa usar animais. Das cerca de 30 atrações, apenas 4 usavam animais (cavalos, pôneis, macacos, camelos e lhamas) – a meu ver, desnecessariamente! Sem eles, o espetáculo não perderia em nada sua qualidade e diversidade. Sai de lá mais convicta na proposição de proibir animais em circos – realmente acho que zelar pelo seu bem-estar implica em não usá-los comercialmente, ensinando-lhes comportamentos que não são seus e que, na frente do público, devem ser reproduzidos. 

Pix_Bremer_CameloAntes de sair, comemos uma pipoca quentinha, e conversamos com o Senhor que nos atendeu (ele participa do Globo da Morte e apresenta parte do show). Muito educado e solícito, falou-me um pouco sobre o dia-a-dia do Circo e suas dificuldades. Gostei muito de ter estado lá; não só para cumprir meu dever democrático de ouvir todos os lados, mas também pelo fato de ter estado no Circo. É uma emoção gostosa, que remete à infância. Espero que os queridos artistas circenses saibam adaptar-se para não utilizarem  mais animais em suas apresentações e prossigam levando alegria e magia às crianças de todas as idades. Àquelas de 34 anos, inclusive! 

20090629_SCristovao_MixNa quarta-feira pela manhã, juntei-me ao Vereador Luiz Fernando Vampiro e a tantos outros alunos, professores e representantes da comunidade do Bairro São Cristóvão para abraçar, literalmente, a escola. Na própria quarta-feira, ouvimos do Secretário de Desenvolvimento Regional que não há mais intenção do Estado em ceder o prédio da escola para o município e, por consequência, desativá-la. Boa nova. Será que se a comunidade não tivesse se mobilizado e protestado, algo diferente teria acontecido? Pelo sim, pelo não, acho que dever hazer mobilização. É mais fácil evitar do que reverter. Valeu!

Pix_MorroCéu_mix

O Parque no Morro do Céu

Por fim, na quinta-feira à noite, depois de compromisso na faculdade, fui à reunião da SOS Vira-lata. Estamos, provisoriamente, nos encontrando lá no Morro do Céu. Aliás, lugar privilegiado. Faz-nos lembrar do verde. Mas precisa virar parque de fato: carece de plano de manejo, estrutura para receber visitantes e políticas públicas que valorizem-no e permitam cumprir seu papel. Pode vir a ser não somente nosso refúgio ecológico, como uma das principais alternativas de lazer de Criciúma (e região). E está logo ali, a minutos do centro da cidade. Bom, voltando à reunião, como sempre, é muito bom estar com meus colegas “ongueiros”. São pessoas de bem, movidas por bons propósitos e dispostas a doarem-se por uma causa – a dos animais. Falamos sobre a audiência pública na próxima semana; sobre o programa de castração de cães da prefeitura, o qual está prestes a começar; e do jantar que faremos na próxima quinta-feira, promovido pelos colegas da Du’Doro Pizzaria. Será lá mesmo e destina-se a levantar fundos para as atividades desenvolvidas pela SOS. Serão o próprio Dóro e esposa que pilotarão a cozinha. Interessado? R$ 15,00. Ainda há convites… 

ps1.: Na segunda-feira, logo antes da reunião das Comissões, fui à transmissão de cargo do Prefeito licenciado Clésio Salvaro para o Prefeito interino Márcio Búrigo. Não poderia deixar de levar meu abraço ao caríssimo Márcio, por quem tenho estima e consideração. O registro vale para a querida Bebel – esposa e, por ora, primeira-dama. 

ps2.: Estou aguardando que o Presidente da Câmara, Edinho, reconsidere sua posição quanto à forma monocrática de decidir sobre as indicações para a Comissão de Avaliação do Santa Catarina. Se não acontecer, segunda-feira buscarei amparo no Judiciário para fazer valer o Regimento da Câmara e o princípio da impessoalidade. Espero também que esse episódio todo venha a ser didático e que faça-nos rever procedimentos que não condizem com a democracia, pluralidade e com a função de fiscalização que repousa na própria origem do Legislativo.

ps3.: Só tem um porém no dia de hoje: gostaria de estar em Brasília, com meus sogros, cunhados e com a Luana que está lá passando as férias. Infelizmente, devido aos compromissos assumidos por aqui, não pudemos ir.


Ações

Informações

Uma resposta

6 07 2009
Alan

Cara Vereadora,

Cumprimento-a por ter aceito o convite do Circo Bremer e que, diante de tudo o que foi dito, mostrado e explicado (sobre as rotinas diárias, as instalações, as formas de adestramento, as origens dos animais, o vínculo criado entre crianças e domadores e as comprovações científicas independentes e sérias oriundas da Comunidade Européia, Estados Unidos e Austrália de que não há mal algum em manter/apresentar animais em circos, ao contrário, há estímulo à habilidades e ao desenvolvimento do animal), peço encarecidamente que reconsidere e proponha a REGULAMENTAÇÃO dos animais em CIRCO (através de lei municipal que exija os documentos pertinentes e o cumprimento da Lei Federal (ex.: registro dos animais, verificação das instalações, GTA – Guia de transporte animal, etc.) e NUNCA a proibição (a qual é inconstitucional, preconceituosa, ignorante e cerceadora dos direitos do livre exercício de profissões milenares e regulamentadas a nível nacional há muitos anos [ex.: domador, tratador, amestrador, adestrador, etc.] e da liberdade de manifestação artística e cultural (vide CF/88), cofme. já devidamente explicitado em comentário anterior neste site).
Peço que sua opinião pessoal, de que o espetáculo seria belo mesmo sem os animais, não seja o norteador para essa questão, mas a razão, o cumprimento das leis federais, o respeito aos artistas, aos seus eleitores, como eu, e o bom senso. Lembre-se que os animais e o circo possuem laços de mais de 6.000 anos e que até mesmo nas Pirâmides de Guizé existem pinturas retratando os espetáculos circenses com a presença de animais.
Peço, ainda, seu empenho par esclarecer à população criciumense como são tratados os animais no Circo e que, procure incentivar a arte e a cultura circense neste município.
Muito obrigado!

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