Lula, Marina e a Educação

7 02 2010

Postado por: Romanna Remor – 07 de fevereiro de 2010 – 12h33

A família Silva, além de numerosa, tem representantes ilustres. Ou alguém desdenha de um Lula da Silva? Se preferirem uma representante feminina, que tal a Marina?

Mas o que tem a família Silva a ver com a “educação”? Para mim, uma rica e importante lição: ambos nordestinos, oriundos de famílias humildes, Marina e Lula da Silva tiveram que vencer obstáculos (tanto materiais quanto imateriais) para freqüentar a escola e ter acesso à educação. Marina transformou o desafio do “aprender”  em formação superior (História) e pós-graduação (Psicopedagogia). Lula completou ensino técnico – também de grande valor -, o que possibilitou que ascendesse a torneiro mecânico profissional, a lider sindical. até tornar-se, por duas vezes, Presidente do Brasil com índices de aprovação jamais vistos.

Imagino o que teria acontecido a esses dois brasileiros “cabeças-chatas” se a educação, embora de natureza e intensidade diversas,  não tivesse cruzado seus caminhos… Onde teriam chegado? Sequer ouviríamos falar de seus nomes? Do que teriam privado o país? Vou além: que efeito provocaria em suas vidas, atuação e conquistas, a etapa mais aprofundada da educação secular experimentada nos bancos escolares universitários? Bem, na vida de Marina, basta observá-la para saber. Quanto a Lula, não sei se algum dia saberemos.

Contudo, no meu irresponsável exercício de imaginação, ouso pensar que poderíamos ter tido um Presidente mais sensível a questões fundamentais para o desenvolvimento pleno de uma nação. Capici? Realmente não é fácil explicar questões sensíveis, abstratas e intangíveis. Ainda mais na era do mensalão, da degradação ambiental, do reinado das drogas, da promiscuidade moral. Talvez outros Silva entendam o que estou tentando comunicar… É que só se pode testemunhar as transformações surpreendentes (e intangíveis) que o amor pelo saber e pelas ciências operam na alma das pessoas quem já experimentou-as. E quem experimenta, faz delas companheiras de toda a vida.

Com Lula, demos passos importantes. Ele mostrou ao mundo que qualquer um pode ”vencer” e sobrepujar as dificuldades do meio, chegando a ser Presidente da Repúbica com apenas uma formação técnica. Foi importante; fez muitos “Silva” acreditarem que podem “dar certo” do jeito que são, com suas limitações e dificuldades. Contudo, precisam aprender também que podem ir além se derem os passos seguintes.

Além de mesa farta, carro na garagem e carteira assinada temos o direito de ansiar por qualidade de vida, segurança, relações éticas e respeitosas nas esferas pública e privada, zêlo pelo dinheiro público, cabeças informadas, críticas e independentes – ainda que sejam para reprovar o próprio governo.

Lula fez-nos avançar, e não foi pouco. Mas ainda precisamos dar o “pulo do gato”. O próximo capítulo requer líderes com mais sensibilidade para elevar não somente indicadores econômicos e nossa auto-estima com o cinema, com a Copa do Mundo ou em Davos, mas também nossos valores, comportamento e, portanto, nosso destino como nação.

Já dizia um sábio e inspirado líder de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias: “Mude o ambiente e este, com o tempo, voltará a ser o que era; mude as pessoas e elas irão transformar seu ambiente”.





Meio ambiente x Marina: a personificação de um discurso!

4 02 2010

Postado por: Romanna Remor – 04 de fevereiro de 2010 – 22h12

Vimos há pouco, em rede nacional, o programa de televisão do Partido Verde. Foi, basicamente, sobre a vida da Senadora Marina Silva. Com certeza, uma mulher admirável. Até seus 15 anos, era analfabeta. Chegou a formar-se e pós-graduar-se. Mais admirável ainda sua defesa da natureza, enfrentando poder econômico e político em favor de uma causa que só se faz ouvida pela voz de poucos valentes, como a Senadora, ou pelos gritos desesperados da própria natureza ao multiplicar pelo planeta catástrofes e fenômenos naturais devastadores. Claro que a natureza fala a todo instante, em verso e prosa, através de suas divinas e infinitas manifestações – desde o  nascer do sol até a escuridão da noite; na mistura perfeita de cores em uma única flor ou na harmonia sonora das ondas do mar quebrando contra montanhas, logo cobertas por vegetação exuberante. Só que essa fala sutil, poucos ouvem. Menos ainda a entendem!

Então, quando uma pessoa pública se apresenta com uma agenda (para muitos indigesta!) que prioriza a preservação ambiental, tem que ser ouvida e respeitada! É isso aí, Marina Silva, vá em frente. Ainda que militando em outros partidos, há muitos que te admiram e estão dispostos a defender nossa mãe-natureza. E estão felizes por saber que nas eleições deste ano, a questão ambiental não será só mais um discurso eleitoral sem consequências.

ps.: o fato de apoiar o pré-candidato José Serra não me impede de reconhecer a “beleza” de algumas das idéias defendidas pela Marina. Aliás, seria a melhor parceira que a aliança PSDB/DEM poderia sonhar!





Fiscalizar: atribuição essencial e constitucional

18 01 2010

Postado por: Romanna Remor – 18 de janeiro de 2010 – 08h12

Estou aproveitando esses dias de recesso para organizar, planejar, e estudar. Tenho estudado, principalmente, sobre o papel do vereador. E, em todo material que me tem servido de fonte de informação (inclusive a própria Constituição), ressalta-se o dever de fiscalizar o Poder Executivo, suas ações e o uso de recursos públicos. Tal atribuição, inclusive, ganha tratamento de dever essencial e constitucional 

Vide trecho de artigo bem interessante,  de autoria de Raimundo Sobrinho, sob o título “O verdadeio papel dos vereadores na fiscalização” (para acessar a íntegra, clique aqui): “A sociedade em geral não sabe e o próprio Vereador muitas vezes desconhece sua responsabilidade de exercer o CONTROLE EXTERNO. Significa dizer que é responsabilidade do Vereador realizar a fiscalização e o controle das contas públicas. A Câmara Municipal foi encarregada pela Constituição da República para acompanhar a execução do orçamento municipal e verificar a legitimidade dos atos do Poder Executivo. Cabe ao Vereador avaliar permanentemente as ações do Prefeito. A Câmara pode realizar esse controle diretamente ou por intermédio dos Tribunais de Contas estaduais. Câmaras bem constituídas têm em sua estrutura Comissão de Fiscalização e Controle, entre outras Comissões Permanentes, para o cumprimento dessa importante atribuição”. Mais adiante, o autor complementa: “O modelo constitucional brasileiro, que está expresso nas Leis Orgânicas dos municípios, prevê a existência de dois Poderes independentes e harmônicos entre si: o Executivo e o Legislativo. Pressupõe-se também a necessidade de que tais Poderes sejam equilibrados, sem que nenhum sobressaia ao outro. A concentração de poder pode ser identificada no excesso de legislação proveniente da Prefeitura, na escassez de ações de fiscalização por parte da Câmara ou na pequena interferência do Legislativo no processo de elaboração do orçamento do município. Deve, portanto, o Vereador ter a consciência de que a sua atuação pode equilibrar a democracia no Município”.

Outro material interessante é uma cartilha elaborada pela Controladoria-Geral da União e lançada em maio de 2009. Intitulada “O Vereador e a Fiscalização dos Recursos Públicos Municipais”, a cartilha apresenta uma série de situações em que ele pode exercer essa fiscalização, conforme a área da gestão – patrimonial, orçamentária, financeira, operacional, de recursos humanos e de contratações –, e trata dos meios de informação disponíveis e dos cursos de capacitação oferecidos pela própria CGU.

Pois bem, dada à importância do tema, tive uma reunião com o Presidente Edinho onde levei algumas idéias de como a Câmara pode atuar de forma a cumprir com mais rigor e zêlo o dever de fiscalizar o Executivo Municipal e buscar assegurar a sociedade de que os recursos públicos estão sendo gastos com parcimônia, seguindo aos princípios da administração pública: legalidade, publicidade, moralidade, impessoalidade e eficiência. Algumas idéias: contratar pareceres de técnicos indicados pelo CREA/IAB para acompanhar a execução de obras importantes para o município; contratar pareceres de auditores independentes sobre contratos e gestão financeira do município; e acompanhar a avaliação de bens vendidos e/ou adquiridos pelo município. São apenas algumas formas, podemos pensar juntos em outras tantas. O fato é que um Legislativo forte e atuante ajuda, inclusive, o Executivo a funcionar melhor, esmerar-se na execução de políticas públicos e na transparência. Portanto, além da Lei do Plano Diretor, meu foco este ano será cumprir com mais eficácia e empenho essa atribuição conferida a mim pela Constituição do Brasil e por alguns milhares de Criciumenses.





O erro de não aceitarmos que podemos, sempre, melhorar

31 12 2009

Postado por: Romanna Remor – 31 de dezembro de 2009 – 17h12

Ontem recebi uma ligação do Secretário Arleu me pedindo que fosse até a Prefeitura. Disse-me que todos os vereadores estavam agendados para irem. Concordei de pronto, pois acho que devemos ter sempre boa vontade e dar um crédito às pessoas.

Pensei: “… fim de ano, todos fazemos reflexões; assim como eu posso e devo rever minhas atitudes em 2009 para melhorá-las no novo ano, o Prefeito pode estar querendo rever posturas, corrigir rotas e melhorar seu relacionamento com os vereadores e com a Câmara. Vou!!!”

Para minha decepção, o Prefeito me recebeu e sequer sinalizou que estava disposto a melhorar, de parte a parte, a relação de respeito que deve existir entre agentes públicos. Tampouco deve achar isso importante, pois quando se tem consideração pelas pessoas, dialoga-se com abertura e transparência. Ele perguntou como estava a pré-candidatura a federal, falamos sobre o cenário estadual, e só.

Sabe quando alguém nos fala absurdos, passa do ponto, desrespeita, e no outro dia vem conversar como se nada tivesse acontecido e trata da previsão do tempo … foi mais ou menos assim. Após os 10 minutos de conversa, entregou-me um enorme pernil de Natal. Obviamente, o presente que esperava do Prefeito era uma genuína disposição de respeito mútuo, aceitando nossas atribuições antagônicas (ao mesmo tempo que complementares) e diferentes visões. O pernil, sem respeito, é indigesto. Antes mesmo de sair da Prefeitura, encontrei um conhecido e pedi a ele que levasse o presente para alguém que realmente precisasse. Certamente fez a alegria de alguma família carente na virada do ano. Quem sabe o Prefeito acerta o presente em 2010 …





Natal de 2009 – o despertar

25 12 2009

Postado por: Romanna Remor - 25 de dezembro de 2009 - 09h22 

Decidimos agradecer (e recusar) alguns convites para participarmos de ceias/festas natalinas para passarmos o Natal em casa, com mais reflexão e resgate do que significa essa data para nós, Cristãos.

Convidamos minha mãe para o nosso singelo Natal e, enquanto ela brincava com a Martina, comecei a preparar nossa ceia de Natal – um lombo de porco assado com batata doce ao molho de laranja acompanhados da nossa salada de todo dia. No final da tarde, enquanto começavam os preparativos na cozinha, coloquei o DVD intitulado “Mundo Feliz”, produzido por A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, à qual pertenço, que traz cenas da vida de Cristo ao som espetacular do Coro do Tabernáculo. Da cozinha, percebi que a Martina assistia atentamente ao vídeo. Fiz uma pausa, então, na preparação da ceia para explicar-lhe sobre Cristo, seu nascimento, ministério e morte. Missão desafiadora fazer uma cabecinha de três anos entender o maior acontecimento da humanidade: o nascimento de Cristo, que precedeu sua vida, morte e ressurreição.

Ela pediu para reproduzir o DVD umas 6 vezes naquela noite, antes e depois da ceia. Ficou impressionada com a história de Cristo e foi dormir com um novo (ainda que pequeno, por enquanto) entendimento da maior crença de seus pais: o cristianismo e seus preceitos. Fiquei tão feliz ao constatar que o terceiro Natal da nossa pequena teve um significado legítimo. Seu interesse acabou contagiando-nos todos; hoje, dia 25, ela já acordou pedindo para assistir o DVD, além de torpedear-nos com perguntas a respeito de Cristo durante todo o dia. Sem dúvida nenhuma, o Natal de 2009 vai ficar marcado na história da nossa família como o despertar cristão da nossa primogênita. Não precisamos de muito para experimentarmos um Natal verdadeiramente Feliz; precisamos do Essencial. É o que desejo a vocês!





E, finalmente, a votação do veto

15 12 2009

Postado por: Romanna Remor – 15 de dezembro de 2009 – 00h17

O veto do Prefeito Salvaro ao Portal da Transparência foi derrubado por 9 votos na sessão de ontem. Olha, nesse primeiro ano de mandato tenho aprendido importantes (e duras) lições. Até quando acho que algo injusto é dito ou feito em relação a mim, procuro despir-me da natural e imediata rejeição para examinar, racionalmente, se não há nada que se possa aproveitar para tornar-me uma pessoa (e uma vereadora) melhor. A gente vê cada coisa!! Certamente tenho muito a aprender ainda. Me entrego demais às causas (na maioria das vezes, quase impossíveis!!) e suas inerentes emoções, e isso não se manifesta externamente. Pelo contrário, tenho conseguido ser senhora de minhas emoções, dentro do razoável. Mas, por dentro, sinto bastante quando me frustro ou me decepciono com as pessoas. Talvez o tempo me deixe mais “encrudecida”, sei lá… Não sei nem se quero. Talvez seja melhor mesmo sentir toda e cada emoção, as boas e as ruins.

Mas, voltando à votação do veto, gostaria de citar o nome dos bravos vereadores que usaram a penúltima sessão do ano para resgatar a autonomia, separação e independência dos poderes, fazendo virar lei em Criciúma o Portal da Transparência Pública. São eles: Vereador Pastor Jévis (sim, ele não só compareceu à Sessão como declarou seu voto em alto e bom tom pela derrubada do veto), Vereadora Romanna, Vereador Douglas, Vereador João Fabris, Vereador Zilli, Vereador Toninho da Imbralit, Presidente Edinho do Sindicato e Vereador Camisa.

Gostaria de fazer um reconhecimento especial aos Vereadores Camisa, João Fabris e Douglas, que ajudaram-me a explicar que não poderíamos mais, a essa altura, colocar de lado o Projeto Popular do Portal da Transparência em favor da manobra (em forma de projeto de lei) de última hora do Paço. Acontece que os articuladores do Paço ficaram até o último momento tentando convencer os vereadores a não derrubarem o veto já que o Executivo tinha mandado, naquela tarde, um projeto sobre a mesma matéria, porém com teor diminuto. Mas, como disseram meus colegas há pouco citados,  àquela altura nem nós tínhamos mais a prerrogativa de decidir, pois o projeto não era de autoria de qualquer vereador, mas da sociedade.

Terminada a sessão, senti alívio, sensação de dever cumprido, e muito, muito cansaço. A saga ainda não está terminada – pois o prefeito já anunciou que entrará com uma ADIN para invalidar a lei. Mas o desfecho dessa primeira etapa foi, sem dúvida, um presente da Câmara para Criciúma neste fim de ano.

PS: Na sessão de hoje, foi aprovado por unanimidade o Projeto de minha autoria “Leão Amigo da Criança”. É meu “xodó”! Num próximo post, vou falar do que se trata. Afinal, vou precisar da ajuda de vocês para que essa lei possa fazer a diferença para crianças e adolescentes de nossa cidade.

É isso. Muito boa noite e um bom e merecido descanso para todos que sabem “lutar a boa luta e combater o bom combate”!!!





Gramado, mesmo chuvosa, alivia as tensões!

13 12 2009

Postado por: Romanna Remor – 11 de dezembro de 2009 – 22h02

Meus sogros chegaram ontem. Tínhamos uma viagem marcada para Gramado no fim de semana. A Fernanda (minha assessora) e sua família iriam conosco. Diante de todo o impasse acerca do Projeto Popular do Portal da Transparência, meu sogro perguntou se eu não queria cancelar a viagem. Eu disse a ele que não havia o que fazer mais. Todos, inclusive e principalmente os vereadores, já conhecem o projeto, os argumentos do prefeito e os argumentos a favor do Projeto de Lei Popular. Portanto, não há mais o que eu possa fazer. Os vereadores são bem “grandinhos” para saber o que fazer, e depois aceitar a responsabilidade por suas escolhas. Acho até que é bom mesmo mudar de ares antes da próxima sessão, que certamente exigirá muito, seja qual for o resultado – manutenção ou derrubada do veto do prefeito ao Portal da Transparência.

Antes de pegar a estrada, gravei o Programa Debates Regionais, da Record News, sobre a polêmica do Portal. Finalmente pegamos a estrada. Logo começa a chuva … e a Rota do Sol com neblina não é muito divertida. Pena, pois queria que meus sogros vissem quão exuberante é a nossa região. Tenho tanta admiração pelo Sul e, mesmo com toda “rixa” que existe entre catarinenses e gaúchos, sinto orgulho por aquele pedaço de terra (RS) e aquele povo também! 

Tivemos que tirar o pé do acelerador, pois havia trechos sem absolutamente nenhuma visibilidade. Felizmente, chegamos bem em solo gaúcho e logo percebemos estar perto de Gramado, pois as hortênsias já enfeitavam nosso caminho.     

Na primeira noite, depois de devidamente instalados e munidos de capas de chuva, fomos andar pela cidade. Naquela noite haveria o primeiro espetáculo, “Nativitaten“, mas a chuva não dava trégua. Minutos antes do show, ligamos para a bilheteria. O espetáculo foi mantido, mas ir com chuva, vento e frio não era o mais sensato a fazer quando se está acompanhado de crianças. Saímos, mas nosso rumo foi uma aconchegante casa de fondue. Ai, ai, só com muito chá de boldo e uma caminhada pela ruas de Gramado para conseguir dormir. Fiquei com pena de ter perdido o espetáculo, que é m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o! Especialmente para quem ama música interpretada por tenores e sopranos, como eu. Mas, em todo caso, eu já tinha assistido ano passado. Pior foi a expectativa que criei na Fernanda e nos meus sogros. Mas como tudo tem o lado bom, a chuva fez-nos decidir voltar ano que vem!

Sábado pela manhã, depois de muito strudell no café da manhã, leio os jornais de Criciúma (aliás, graças ao iPhone do Gileno, e viva a tecnologia) e o que vejo? Prefeito Salvaro diz que vai protocolar Projeto de Lei semelhante ao do Portal da Transparência na segunda-feira. Exatamente no dia em que o veto do Prefeito ao Projeto Popular seria vetado. Olha, só a exuberância de Gramado e aquele contagiante espírito natalino para não acabar com meu final de semana. Por que o Prefeito não fez isso meses atrás? Por que esperou uma cidade inteira mobilizar-se, levantar uma bandeira e ter de lutar por ela? E agora? O que aconteceria? Bem, de minha parte, nada mudava. A última artimanha não invalidaria um Projeto de Lei que, a essa altura, não era mais dos vereadores – mas da sociedade.

Resolvi esquecer, por ora, o voluntarismo e desrespeito do Prefeito (achando que tudo e todos se submetem à sua vontade e ao seu tempo) e aproveitar momentos de convívio familiar num lugar mágico. E como não acreditar em Papai Noel se temos anjos ao alcance dos braços?!

Assistimos  à peça teatral ”A Fantástica Fábrica de Natal”, fomos a um rodízio de sopas, comemos umas três vezes mais do que o suficiente em uma galeteria, compramos chocolate, batemos fotos, enfim, aproveitamos cada momento do fim de semana em Gramado, a qual, mesmo chuvosa, com certeza aliviou o stress e a pressão que me aguardavam em Criciúma.





Terça-feira para (não) esquecer

9 12 2009

Postado por: Romanna Remor – 09 de dezembro de 2009 – 23h21

Olha, não entendo por que tanta contrariedade e desgaste por causa de um tema que deveria unir a cidade, Executivo e Legislativo, base do governo e oposição. Falo do Portal da Transparência.

Pois na sessão de hoje conseguiram se superar na truculência, autoritarismo e baixaria. Desde as 17hs as galerias da Câmara já estavam lotadas com funcionários da Prefeitura. Trabalhadores de empreiterias que prestam serviço para a Prefeitura também foram reconhecidos. Uma kombi “despejou-os” num lugar onde muitos deles jamais haviam estado este ano. Na verdade, muitos deles jamais haviam ido a uma sessão da Câmara.

Perto das 18h00, uma moto sai jogando panfletos apócrifos nas ruas próximas à Câmara com acusações absurdas sobre a minha pessoa. Tudo porque o veto do prefeito seria votado.

O que será que pensaram? Que montando uma claque munida de faixas e panfletos me intimidariam? Queriam abalar minha credibilidade perante meus colegas vereadores, e assim fazê-los mudar de posição? Olha, não sei o que pretendiam, mas jamais esperava comportamentos tão pequenos de gestores públicos.

Bem nesse dia, minha mãe decidiu fazer-me uma visita inesperada. Chegou com minha irmã e viu aquele ”circo” montado. Fiquei triste ao vê-la com os olhos marejados. Disse a ela que ficasse tranquila, pois, apesar da claque, dos panfletos, faixas e insultos, eu estava serena. Deu uma certa pena de alguns que ali estavam sem saber ao certo o porquê… Talvez estivessem ali defendendo o emprego, atendendo ordens superiores, sei lá. Seja lá o que os levou, é triste não poder decidir ir à Câmara por conta própria, defender uma idéia ou levantar uma faixa por convicção própria… Fiquei feliz por saber que posso agir de acordo com minha consciência. Estaria morta, ainda que viva, o dia que perdesse esse privilégio solene!

Além da claque, secretários do governo municipal circulavam para dentro e para fora. Para derrubar o veto, faltava o vereador Jévis, que não estava na sessão. Sua assessoria disse que ele estava doente. O vereador Hulk, que no dia anterior me disse que viria e votaria pelo Portal mudou de idéia. Apesar da pressão feita pelo Secretário Arleu sobre o PMDB, conseguiram manter posição a favor do projeto popular, retirando-se da sessão juntamente comigo e com os Vereadores Douglas e Camisa. Dessa forma, adiamos a votação do veto para a próxima segunda-feira, tempo necessário para o Vereador Jévis recuperar-se. Com ele, temos os sete votos necessários para derrubar o veto.

Enquanto eu falava da Tribuna, olhava para minha mãe e via lágrimas correrem no seu rosto. Claro que não é fácil ver uma mãe chorar ao presenciar agressões a um filho. O que me conforta é que seu choro não era de lamentação e nem vergonha de qualquer coisa que eu pudesse ter feito, que desonrasse nossa família. No fim da noite, recebi um abraço de “mãe”, desses que acalenta a alma, seguido de um “não desanime, vá em frente”. Era tudo o que eu precisava.

Boa noite.





Veto à Transparência

8 12 2009

Postado por: Romanna Remor – 8 de dezembro de 2009 – 22h46

Por incrível que possa parecer, o Prefeito Salvaro vetou o Projeto Popular do Portal da Transparência. Soube que o veto chegou à Câmara hoje. Pena. Mais uma vez perdeu a oportunidade de abraçar a transparência pública como bandeira/princípio norteador da sua administração. Mais: perdeu a oportunidade de atender uma reivindicação legítima e democrática da sociedade.

Depois da Sessão, cheguei em casa e minha pequena ainda estava acordada, me esperando. Linda e alegre como é revigora meu ânimo com um simples abraço! Boa noite a todos.





Aprovado Projeto Popular da Transparência

1 12 2009

Postado por: Romanna Remor – 01 de dezembro de 2009 – 23h21

Hoje voltei à Câmara depois de um mês de licença (não-remunerada, diga-se de passagem!!). E logo na reestréia pude matar a saudade da tribuna ajudando a aprovar o Projeto de Iniciativa Popular do Portal da Transparência.

Bem, no fim da tarde eu soube que o Presidente Edinho não presidiria a Sessão de hoje. Estaria fora, bem como o Ver. Lauro Pirolla, vice-presidente. Nesse caso, quem preside a Sessão é o Ver. Toninho. E como Projeto Popular do Portal da Transparência finalmente estava “pronto” para ir à votação, apesar das várias manobras para enterrá-lo nas comissões, fui conversar com os vereadores que estavam na casa e decidimos que iria à votação naquela noite.

Portanto, o Ver. Toninho chamou o Ver. Giovanne antes de a Sessão começar (é ele quem faz a pauta, depois que o presidente a define) e pediu que incluisse o Projeto Popular. Minutos depois, apareceu o Vereador Lauro. Veio correndo, foi chamado às pressas para ver se tirava o projeto da pauta, só que quando chegou, a Sessão já havia começado. Portanto, não havia mais forma de retirá-lo. Quando perceberam que já tínhamos os votos necessários para aprovar o Portal, os vereadores da base ameaçaram retirar-se para não dar quórum. Porém, no meio da Sessão, o Vereador Jévis que estava adoentado chegou (fez questão de vir assim que soube que o Projeto Popular estava na pauta) e, com ele, conseguimos garantir tanto o quórum quanto a votação e aprovação do Projeto Popular da Transparência. 

Portanto, apesar das pressões e artimanhas por parte do Paço Municipal, o Projeto Popular foi aprovado. Aliás, o primeiro Projeto Popular da História de Criciúma, cuja autoria de mais de 8 mil criciumenses engrandece o exercício da democracia e cidadania em nossa cidade! 

Quero fazer um reconhecimento especial a três vereadores: Pator Jévis, que mesmo adoentado saiu de casa para votar no Projeto Popular; Vereador João Fabris, que seria homenageado no Colégio São Bento e não compareceu à homenagem para poder votar; e, por fim, ao terceiro herói da noite, Vereador Toninho da Imbralit que colocou o Projeto na pauta da Sessão. Além dos três, votaram a favor da sociedade (digo, do Projeto Popular) os Vereadores Douglas, Camisa e Zilli, além de mim.

O vereador Giovanni votou contra, o Lauro Pirolla presidia a Sessão e os demais estavam ausentes.  Saí de lá satisfeita,  orgulhosa e grata pela postura corajosa dos meus colegas. Pois imagino a pressão para que votassem de outra forma. Aliás, a estratégia era “segurar” com a barriga para que o Projeto da Transparência não fosse votado esse ano e caísse no esquecimento ao longo do recesso. Resta agora aguardar a sanção ou veto do Prefeito. Mas não acredito que ele virará as costas para a sociedade, autora da iniciativa. Veremos..

De resto, muito bom estar de volta. Mesmo licenciada, não parei de atuar em prol de assuntos do interesse do município. É quase impossível parar, pois a gente vai se envolvendo com as comunidades, com temas relevantes, com bandeiras e causas… Boa noite a todos e até amanhã.





Parcerias com a Unesc

30 11 2009

Postado por: Romanna Remor – 30 de novembro de 2009 – 22h12

O dia foi bem corrido, muitas reuniões. A última foi na Unesc, com o Reitor Gildo Volpato e Vice-reitor Márcio Fiori. Tratamos da parceria com a estação metereológica para a realização de um workshop sobre mudanças climáticas e Defesa Civil para Criciúma e região. Falei-lhe da minha visita à Defesa Civil Nacional, quando a Secretária Nacional Ivone Valente manifestou apoio à idéia, dispondo-se inclusive a ajudar na seleção de nomes para as palestras. O Reitor prontamente aprovou a idéia e ficamos de escolher uma data em março para a realização do mesmo. Até lá, teremos muito trabalho na organização do evento.

O outro assunto foi o apoio da Sala dos Municípios, da Unesc, à formação do Parlamento Comum da Região Carbonífera. Conversamos sobre as formas que a Unesc teria de apoiar – tanto na formatação quanto no apoio à elaboração de estudos e projetos técnicos – e prazo para criação do Parlamento - primeiro semestre de 2010. Mais uma vez, abraçaram a idéia e colocaram a universidade à disposição para ajudar na viabilização. 

Por fim, falamos na mudança da Lei Orgânica para contemplar bolsas de estudos para alunos de outras instituições. Externei minha posição sobre o assunto, que é simples: concordo que o aluno carente possa ter a opção de escolher uma outra instituição para graduar-se que não a Unesc; porém, acho justo que o município dê um incentivo maior para o aluno bolsista escolher a Unesc, já que é comunitária e foi criada pelo município. Também acho necessário fazer uma distinção entre a SATC, que é filantrópica, e as demais, que são empresas privadas. Portanto, o “X” da questão é achar o rateio justo entre as instituições e prever, na lei, o que aconteceria com novas instituições de ensino superior que viessem a se instalar no município. 

Amanhã reassumo a Câmara. Muito a fazer … Boa noite!





De volta a Criciúma: rotina e agenda cheia

30 11 2009

Postado por: Romanna Remor - 30 de novembro de 2009 – 00h19

Adoro viajar, mudar os ares, experimentar outros temperos, mas isso tudo só torna ainda melhor a volta para casa. Amo estar na minha casinha!!

Colhendo verduras e folhas em Orleans

Bom, ontem tive um dia cheio. À tarde, entrevista à Rádio Cruz de Malta, em Lauro Müller. Antes de retornar a Criciúma, parei em Orleans para dar um abraço na Vó Diepa (que, como sempre, fez questão que eu levasse verduras frescas da sua horta) e em um amigo que se recupera de cirurgia. À noite, reunião importante no DEM em Criciúma, com a presença dos amigos Rafa e Rodrigo, da Juventude Estadual. Resolvemos abraçar o “Desafio do Bem”, lançado pelo Sen. Raimundo. Semana que vem vocês saberão do que se trata. Ainda não acabou o dia. Terminamos na casa dos pais da Fernandinha, comemorando o aniversário da Lurdinha.

Hoje, sábado, a agenda política continua dominando. Fomos visitar uma comunidade pesqueira de Araranguá: Ilhas. Que lugar tranqüilo, bonito do seu próprio jeito. Vale a pena conferir. Sem contar o peixe fresco que comemos meio-dia. Peixe-rei, fritinho na hora… Depois de uma conversa agradável com líderes comunitários que me falaram sobre a origem de Ilhas, pegamos a estrada de volta a Criciúma. Vim pensando se, fora da política, teria a oportunidade de conheceri aquele lugar e aquelas pessoas, com seu jeito de viver e entender a vida. Provavelmente não. Será que um dia poderei fazer algo que melhore a vida daquelas pessoas? Assim espero.

Conversando com líderes da comunidade de Ilhas após um belo almoço com muito peixe

Para encerrar o dia, fomos ao jantar dançante promovido pela Associação de Moradores da Santa Luzia. O primeiro na nova sede, que ficou muito bonita. Estava tão cheio (que bom!) que nem ficamos para o jantar. Mas é sempre bom ver comunidades mobilizadas em boas causas. Um corria para cá servindo a carne, o outro levava o refrigenrante, outros procuravam cadeiras vazias para acomodar quem ainda chegava, e assim foi durante todo o tempo em que lá estivemos.

Terminamos a noite comendo um risoto de alho poró com um casal de amigos. Já em casa, nossa pequena dormia. Aproveitei para escrever estas poucas linhas. Agora vou dormir porque meus olhos estão fechando sozinhos. Boa noite a todos.





Brasília – família e Ministérios

26 11 2009

Postado por: Romanna Remor – 26 de novembro de 2009 – 09h23

Nossa, estou exausta. Chegamos ontem de Brasília e a viagem de Porto Alegre a Criciúma, tarde da noite, foi longa! Passamos dias muito proveitosos lá. Além de estarmos com a família e conhecermos nosso sobrinho Pedrinho que acabara de nascer, fiz algumas visitas importantes a Ministérios e órgãos de governo.

Reunião no Ministério da Previdência Social

A primeira visita foi ao Ministério da Previdência. Fui inteirar-me da situação da CriciúmaPrev. Relatei a um dos auditores com quem falei a lei que havia sido aprovada na Câmara, a qual, além de parcelar a dívida, vinculava novas parcelas atrasadas ao FPM, de forma a não mais acumular atrasos. Ficaram satisfeitos em ouvir. Porém, concluí meu relato dizendo que ainda aguardávamos a sanção do Prefeito Salvaro, o que até agora não tinha acontecido. Fiquei de mantê-los informados (mulher tem mesmo sexto sentido; pedi ao meu marido que me acompanhasse ao Ministério mesmo sabendo que o assunto CriciúmaPrev parecia resolvido … mas algo me dizia que lá fosse).

Com a Secretária Ivone Valente

Visitei também a Secretaria Nacional de Defesa Civil, no Ministério da Integração. Fui levar a idéia de fazermos um simpósio/workshop em Criciúma, em parceria com a Estação Metereológica da Unesc, sobre prevenção, respostas e consequências das mudanças climáticas na nossa região. Fui recebida em audiência pela Secretária Nacional de Defesa Civil, Ivone Valente, que prontamente se dispôs a ajudar na indicação de parceiros e palestrantes, além da participação da própria Defesa Civil. Agora é retornar e alinhavar as pontas junto à Unesc e outros parceiros locais, regionais e nacionais.

Com a Coordenadora Lilian Santo

Por fim, fiz uma visita especial ao Ministério da Saúde, especificamente à Coordenação Técnica de Saúde da Criança. Foi especial pelo tema a ser tratado e pela atenção dispensada pela Coordenadora Lílian Santo. Sabem qual assunto levou-nos ao Ministério? Banco de Aleitamento Materno em Criciúma. Descobrimos que o Ministério viabiliza os equipamentos e o treinamento para os funcionários através da FioCruz (Fundação Oswaldo Cruz, a eles ligada). Dependem, obviamente, de bons projetos. Outra informação importantíssima que obtivemos foi sobre a certificação da UNICEF “Hospital Amigo da Criança”. Para que qualquer hospital conquiste esta certificação – um importante reconhecimento -, precisa atingir algumas metas, muitas destas voltadas à promoção do aleitamento materno. Ganhei dois conjuntos de manuais que explicam o passo-a-passo para a Certificação, e vou entregá-los, através de requerimento, à Secretaria da Saúde em Criciúma. Daqui para frente, terei como meta pessoal ajudar o Hospital Materno-Infantil Santa Catarina a tornar-se um Hospital “Amigo da Criança”, de fato e de direito.

No mais, é sempre bom estar em Brasília. A Capital tem um lado “podre”, resultado dos políticos e das politicagens. Mas quem mora lá de fato, trabalha, vai ao supermercado, leva o filho na escola – ou seja, as pessoas “normais” – fazem de Brasília um lugar agradável, arborizado, familiar.

Ahh, durante estes dias, minha baixinha acordava todos os dias pedindo tapioca no café da manhã. Não nega as raízes nordestinas do avô paterno!!!





Fúria da natureza

20 11 2009

Postado por: Romanna Remor – 20 de novembro de 2009 – 09h01

Ontem, pouco antes de sairmos de Criciúma para Porto Alegre, de onde embarcaríamos para Brasília, vimos a fúria da natureza tomar conta da nossa cidade. Pelo menos é o que parecia da janela do nosso prédio. O vento imponente e ruidoso levantava uma massa densa de poeira e fazia vibrar o vidro da varanda. Parecia que iria estourar.

Fiquei preocupada, pois logo pegaríamos a estrada  e imaginei que o vento tivesse vindo do Sul. Ouvimos na rádio que ele seria sucedido por fortes chuvas e relâmpagos. Mas não podíamos esperar sob risco de perder o vôo e, por consequência, compromissos agendados em Brasília para a sexta-feira.

No caminho, ouvíamos muitos relatos de pessoas sobre o estrago causado pelo vento em Criciúma e região pelas emissoras de rádio. Enquanto seguíamos rumo à Porto Alegre pela BR 101, as imagens de casas e fábricas destelhadas era comum. Fiquei especialmente impressionada com o estabelecimento do Japonês, em Sombrio, cujo telhado ruiu, e uma fábrica na altura de Santa Rosa do Sul, a qual desmoronou por inteiro. Quando passamos pelo local, já havia uma retroescavadeira removendo os escombros. Triste.

Felizmente não encontramos nenhum acidente na estrada. Chuva e relâmpagos foram nossos companheiros de viagem. Apesar da intempéries, viajamos bem e chegamos em Porto Alegre a tempo de embarcar.

Já em Brasília, ao assistir o Jornal da Globo, vi dados sobre o vendaval destruidor que testemunhamos, inclusive com óbitos. Realmente o Sul do país vem sendo castigado com fenômenos naturais que, na memória de muitos, não eram assim comuns. A região de Criciúma, só neste ano, já contabilizou prejuízos enormes que resultaram de enchentes e vendavais. Precisamos entender melhor o que está acontecendo para podermos, quando possível, evitar esse eventos ou, pelo menos, prepararmo-nos para minimizar seus efeitos.

Além de darmos atenção especial às obras que tenham impacto ambiental, como o projeto de construção do canal  auxiliar ao Rio Criciúma (o qual prevê também sua canalizaçãoem alguns pontos), precisamos também estruturar a Defesa Civil nos municípios e na região, para que possam fazer adequadamente o trabalho de prevenção e resposta a calamidades. Nesse quesito, Criciúma reprova com média cinco: dez pelo esforço e empenho da servidora pública que representa a Defesa Civil em Criciúma, Ângela Melo; e zero 0 pelo descaso do executivo municipal com a estruturação legal e material da Defesa Civil, “violentada” pela Reforma Administrativa do início do ano que transformou-a em conselho consultivo. Parece que, diante de um vendaval, espera-se então que a Defesa Civil do município limite-se a aconselhar… Afinal, é essa a função de um conselho consultivo. Importante – mas absolutamente insuficiente se desamparado por uma estrutura real e e legalmente estabelecida.

Ao longo deste ano, já apresentei alguns requerimentos e indicações para que as providências relativas à Defesa Civil de Criciúma sejam tomadas. Espero não entrar 2010 tendo que bater na mesma tecla. Até porque não se trata de uma vontade ou ponto de vista de uma vereadora – mas uma necessidade de Criciúma. Salve a Defesa Civil!!!





Sou um filho de Deus

16 11 2009

Postado por: Romanna Remor – 16 de outubro de 2009 – 23h57

Acabei de colocar minha filhinha na cama. Pediu que eu contasse a historinha do Menino Polegar, do Gentílico – o Mico Leão, e da Florisberta – a Pata Desastrada.  Terminei e ela pediu mais uma rodada…

Depois das histórias, cantei uma música para a baixinha que ainda estava irrequieta. Fi-lo lembrando de uma amiga querida, a qual no último domingo contou-me suas experiências com os dois filhos pequenos. É uma mãe muito dedicada.

A Martina foi se acalmando, relaxando, fechando os olhinhos até que dormiu. Abaixo, compartilho a canção com vocês:

“Sou um filho de Deus;

Por Ele estou  aqui;

Mandou-me à Terra, deu-me um lar;

E pais tão bons pra mim.

Ensinai-me, ajudai-me as leis de Deus guardar.

Para que eu um dia eu vá com Ele habitar.”

Boa noite a todos.