Postado por: Romanna Remor – 09 de novembro de 2009 – 20h57
Sabe-se que a Corte que tem a responsabilidade de resguardar a constitucionalidade das leis em nosso País é o Supremo Tribunal Federal. Pois bem, a controvérsia em torno da constitucionalidade da versão criciumense da lei que cria o Portal da Transparência ainda não chegou até lá, mas se chegasse, o rumo que tomaria é previsível diante de uma questão inconteste como a transparência pública.

Ministro Gilmar Mendes, Presidente do Supremo Tribunal Federal
Por esta, creio que o Prefeito e seus asseclas não esperavam. E digo isso com base na volúpia com que saíram a trombetear pelos vários cantos da cidade nos últimos 3 dias um parecer emitido pelo IBAM – Instituto Brasileiro de Administração Municipal, entidade privada sediada no Rio de Janeiro.
Tal parecer é apenas mais uma opinião sobre o assunto. Os “pitacos” do IBAM não têm caráter oficial e nem tampouco valor jurídico superior à opinião de qualquer outro advogado ou jurista, inclusive a própria Assessoria Jurídica da Câmara. Da mesma forma, não tem qualquer peso dentro do processo legislativo em curso – até porque a CCJ já se pronunciou pela constitucionalidade do projeto de iniciativa popular.
E se você tomasse conhecimento que, ao invés de um parecer do IBAM, esta discussão estivesse pautada em uma decisão do Supremo Tribunal Federal? Será que os dois teriam o mesmo peso? Pois é, tenho a impressão que é chegado o momento do Paço Municipal reavaliar a estratégia de truculência e intransigência que vem adotando, pois o Supremo Tribunal Federal já se pronunciou, e uma única vez, sobre um conflito de constitucionalidade em torno de lei municipal, de autoria de vereadores, criando um Portal da Transparência. E adivinhem qual foi o resultado? Naturalmente, prevaleceu a transparência. Aliás, prevaleceram o princípio constitucional da publicidade e o interesse público. A ação foi relatada pelo Ministro Gilmar Mendes e é bem recente, julgada no mês de julho último. Diz respeito ao Portal da Transparência em São Paulo, criado por iniciativa de 7 vereadores (lei n. 14.720/08). A lei foi sancionada pelo Prefeito e colocada em prática em junho deste ano. Alguns sindicatos e associações questionaram judicialmente a divulgação de alguns dados, como os salários de funcionários, alegando violação ao princípio da privacidade, além de (preparem-se) vício de iniciativa, pois tal projeto deveria ter sido originado no Poder Executivo. Pois bem, para o STF, a T-R-A-N-S-P-A-R-Ê-N-C-I-A é o que realmente importa. Clique aqui para conhecer o inteiro teor da decisão. Ou aqui para acessar um resumo do caso.










Pois bem, esta mesma visão de mundo é o que dá alma ao livro intitulado “Polícia Comunitária – Construindo Segurança nas Comunidades”, escrito pelo comandante da 6ª Região de Polícia Militar (RPM), coronel Nazareno Marcineiro. A obra defende o modelo de Polícia Comunitária, que ganha cada vez mais foco dentro da área da Segurança Pública devido aos bons resultados que demonstra. A proposta é basear a ação da Polícia em quatro eixos estruturantes: a pró-atividade policial militar, proximidade com a comunidade, a ação sobre as causas dos problemas de segurança pública e a formação de parcerias. 
No mês de setembro, o Movimento “Eu Faço a Minha Parte” está fazendo um trabalho diferente: ao invés de revitalizar um espaço público, estamos participando de um programa, ao longo de toda a semana, chamado “Plantando o Futuro”, criado em parceria com o 28 GAC e Secretaria Municipal de Educação. Hoje, 16h00, foi feita a abertura do programa na Escola José Contim Portella, bairro São Sebastião, com hasteamento da Bandeira e participação da Banda do Exército. A Diretora Dilma reuniu todos os alunos e, juntos, cantamos o Hino Nacional. Olha, em termos de cidadania, nada supera o sentimento cívico que aflora quando ouvimos um coro de crianças cantar, efusivamente, o Hino Nacional. Ainda mais acompanhados pela Banda do Exército. Realmente de arrepiar!
Bem, falamos um pouquinho sobre a importância da árvore para nossa qualidade de vida e para a saúde do planeta, além de representar também um importante fator econômico. Depois de finalmente plantarmos as mudas em covas já previamente preparadas pelo Exército, a Secretária de Educação Geovana fez o encerramento do projeto. 




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